1 set

“Quem cria também é Pai”

father

 

Todos nós temos duas grandes raízes que são a nossa mãe e o nosso pai. Não importa se os conhecemos ou não, estamos profundamente ligados a eles e a seus ancestrais. Às vezes ouvimos pessoas dizerem “Fulano não tem pai”.
Isso não é verdade. O que existe é pai ausente, pai falecido ou pai desconhecido; mas ele existe e atua na nossa vida mesmo que não estejamos conscientes disso. A questão é que dependemos da autorização de nossa mãe para nos apropriarmos da relação com nosso pai.

Temos uma lealdade profunda à nossa mãe e se ela não permitir nossa proximidade ao nosso pai não o faremos abertamente; entretanto, a nossa lealdade a ele, que também está presente fará que  inconscientemente imitemos algum comportamento dele desabonado por ela. Muitas vezes a rejeição a essa nossa raiz resultará em dificuldades de aprendizagem, depressão ou dificuldade de sucesso na vida profissional.

A paternidade, como a maternidade, tem a função de gerar e de criar. Muitas pessoas são geradas por uma pessoa e criada por outra que TAMBÉM exerce a função de pais. Porém, quando afirmamos que  “pai é quem cria” estamos desqualificando aquele que gerou e o filho em lealdade inconsciente a ele não conseguirá usufruir plenamente do afeto e dos cuidados de quem o está criando.

Quando afirmamos “Quem cria também é pai” não há conflitos de lealdade e todos podem ser devidamente honrados trazendo saúde e bem estar.  Nas Constelações Familiares fica visível o amor entre um filho e seu pai e é um recurso precioso para resgatar esse amor.


Autora: Vera Cyrineu é Pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, Constelações Familiares Sistêmicas, Terapia Corporal, Transdisciplinaridade em Saúde, Educação e Liderança, Reiki.


Saiba mais sobre nossa atividade de CONSTELAÇÔES FAMILIARES

1 jul

A consciência em questão

const6

 

Bert Hellinger, criador das Constelações Familiares, reconhece que temos três níveis de consciência e o que as diferenciam é o alcance do amor de cada uma delas. A consciência pessoal, a consciência coletiva e a consciência espiritual.

A CONSCIÊNCIA PESSOAL está a serviço do vínculo a um grupo limitado, ama os seus e exclui os que não pertencem ao grupo. Nos mantém no grupo como um cão mantém as ovelhas no rebanho. Quando mudamos de ambiente ela muda de cor, como um camaleão, para proteger-nos.

Assim, temos uma consciência junto à mãe e outra junto ao pai, uma na família e outra na profissão, uma na igreja e outra na mesa da grande família. Ela sempre se refere ao vínculo e ao amor ao vínculo, ao medo da separação e da perda. Esta consciência que nos diz o que precisamos pensar e fazer para continuar pertencendo ao grupo e quando seguimos o grupo nos sentimos com a consciência leve, isso independentemente dos valores desse grupo. Por isso Bert reconhece que todos os crimes são cometidos com boa consciência, que nos apoiamos nela para fazer o mal e nesta esfera, da boa consciência, podemos nos unir a um dos lados e estar em conflito com o outro, até a vontade de extermínio.

Os grandes conflitos têm suas raízes na boa consciência e tiram dela suas energias agressivas. Para não ser excluído ou ter a consciência pesada a pessoa, pela força da consciência pessoal, pode cometer atos incríveis tanto no bom como no mal sentido. Tudo depende dos valores do grupo.

Entretanto, Bert Hellinger descobriu que também sofremos influência da CONSCIÊNCIA COLETIVA que não admite exclusões, ama e quer trazer os excluídos de volta; porém sem olhar para o bem-estar de cada um, pois obriga um inocente a representar um excluído, porque olha para a totalidade e a ordem do grupo. Podemos, então, estar inconscientemente “emaranhados” com algum parente excluído e repetirmos sua história, nos boicotar, ser infelizes ou cometer algum delito, por força deste vínculo.

A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL nos aproxima de Deus, pois dedica-se igualmente a todos com benevolência e amor – supera as diferenciações entre o ‘bom’ e o ‘mau’, entre o ‘melhor’ e o ‘pior’. Transcende os limites da consciência pessoal e coletiva. Faz-nos transpor os limites de nosso grupo e sintonizar com algo maior, congregando numa unidade e num patamar superior os lados opostos – não ser inimigo de ninguém.

A grande paz começa onde termina a vontade de extermínio, onde o indivíduo reconhece que não existem seres humanos melhores ou piores. Quando sabemos e reconhecemos que nossa consciência, nos níveis pessoal e coletivo, tolhe nossa liberdade, podemos nos aproximar dos outros sem arrogância. Quando estamos em sintonia com este nível de consciência, nos sentimos bem, calmos e sem preocupações. Sabemos do nosso próximo passo e temos força para dá-lo. Ao contrário, quando nos afastamos dela, nos sentimos inquietos, com bloqueio espiritual – não nos conhecemos mais, não sabemos o que fazer e nos sentimos sem força – ao excluirmos alguém de nossa dedicação e de nossa benevolência.

Numa Constelação Familiar essas realidades vêm à tona e aprendemos a lidar melhor com os vários níveis de consciência.


Autora: Vera Cyrineu é Pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, Constelações Familiares Sistêmicas, Terapia Corporal, Transdisciplinaridade em Saúde, Educação e Liderança, Reiki.


Saiba mais sobre nossa atividade de CONSTELAÇÔES FAMILIARES

1 jun

Educação: Família X Escola

escola

 

Naturalmente que, em primeiro lugar, por direito e dever, são os pais. À escola cabe proporcionar um ambiente adequado para que os alunos possam construir os saberes relevantes para viver na sociedade em que estão inseridos: ensinar a ler, escrever, interpretar, calcular, compreender o mundo à sua volta, a ecologia pessoal, social e ambiental, nos seus diferentes matizes, as artes, as ciências, o uso inteligente da tecnologia, o saber fazer escolhas, a formação de um cidadão livre e responsável.

Realizar esta tarefa de forma fragmentada, isolada da educação, por considerá-la apenas prerrogativa da família, parece ser um grande equívoco. Todos os funcionários de uma escola, não apenas os professores, são educadores, estejam ou não conscientes disso, pois são espelhos, exemplos para os alunos. A forma como acontecem as relações, como se lida com os conflitos, com as dificuldades, com as regras, dentro ou fora da sala de aula é conteúdo de educação que permeia toda matéria ministrada.

É verdade também que a escola funciona como uma caixa de ressonância para o pedido de socorro de alguns alunos que estão sofrendo por conflitos que não estão dando conta.  Esses sofrimentos se manifestam por algumas dificuldades de comportamento e ou aprendizagem.

Nessas situações, se a escola julga os pais dos alunos dizendo que não educam os filhos, amplia o problema, pois as crianças e jovens, em sua grande lealdade aos pais, inconscientemente, não poderão ouvir e atender os professores.  A Psicopedagogia Sistêmica, embasada pelas compreensões das Constelações Familiares, segundo B. Hellinger, entende que a escola, com um profundo respeito pelas famílias e suas “feridas”, pode oferecer um norte para as famílias e dar continência às crianças.  Respeitar as leis do amor: pertencimento, equilíbrio e ordem fazem toda diferença tanto na família como na escola.


Autora: Vera Cyrineu é Pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, Constelações Familiares Sistêmicas, Terapia Corporal, Transdisciplinaridade em Saúde, Educação e Liderança, Reiki.


Saiba mais sobre nossa atividade de CONSTELAÇÔES FAMILIARES

1 maio

O Movimento Interrompido

const5

 

A mãe é a pessoa mais significativa na vida de uma pessoa. Durante nove meses ficamos numa união profunda e quando nascemos a procuramos como fonte de nosso alimento e segurança.

Entretanto, nenhuma mulher se torna especial ao se tornar mãe. Todas as mães são mulheres comuns com todas as limitações de um ser humano. Para a criança, no entanto, por um longo tempo ela se torna especial e quando corre ao seu encalço ou dela precisa e não a encontra, seja lá por qual motivo, ela pode se “congelar”, se “travar” nos movimentos posteriores diante da vida. Movimento em relação a amigos, companheiros, trabalho ou sucesso profissional.

Às vezes a mãe não estava presente quando foi procurada, porque ela ou a criança estavam hospitalizadas. Outras vezes porque a mãe precisou ausentar-se por viagem ou questões de trabalho.

Ou a mãe estava presente, mas não podia enxergar a criança porque estava enredada em seus problemas. Um luto não elaborado dos pais, de um irmão, de um aborto, do companheiro ou outra perda significativa. Pode ser também que estava impedida de ver a criança por causa de uma depressão, ou porque não fora vista pela própria mãe, avó da criança, que também não foi vista pela mãe, a bisavó. E assim, o drama se repete em várias gerações.

A Constelação Familiar Sistêmica, abordagem terapêutica fenomenológica criada pelo alemão Bert Hellinger, pode proporcionar uma saída para este impasse. Numa Constelação Familiar, seja ela realizada em grupo, com ajuda de pessoas, ou individual, com ajuda de bonecos que representam as pessoas da família, pode-se vivenciar a experiência de dar curso àquele movimento interrompido no passado e ressignificar sua história, inclusive compreender a razão para a ausência da mãe.

A mãe também é a pessoa que apresenta o pai ao filho e o filho ao pai. Este tema  abordaremos em outra oportunidade.


Autora: Vera Cyrineu é Pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, Constelações Familiares Sistêmicas, Terapia Corporal, Transdisciplinaridade em Saúde, Educação e Liderança, Reiki.


Saiba mais sobre nossa atividade de CONSTELAÇÔES FAMILIARES

1 abr

O Amor que Adoece e o amor que Cura

const4

 

A Constelação Familiar Sistêmica, abordagem terapêutica breve, criada pelo alemão Bert Hellinger revela um amor e uma lealdade ocultos no seio das famílias. Este amor e esta lealdade podem gerar os mais variados tipos de sofrimento para algum membro da família   que é o porta-voz de alguém que foi excluído na família.

A pessoa está inconscientemente vinculada com o excluído, às vezes tendo o mesmo tipo de comportamento, “fulano é igualzinho ao tio sicrano”. Comportamento que tanto pode ser negativo ou positivo, como por exemplo uma compulsão para ajudar.

Uma dificuldade de relacionamento entre pais e filhos pode estar ligada à rejeição desses pais aos seus próprios pais. A pessoa que sofreu com seus pais  pretende ser diferente, melhor com seus filhos, mas acaba repetindo os mesmos comportamentos.

Um relacionamento difícil de disputa entre mãe e filha pode acontecer quando houve um relacionamento anterior do pai terminado de forma desrespeitosa e esta filha está inconscientemente representando-a.  O mesmo pode acontecer no relacionamento entre um pai e um filho.  Um relacionamento anterior da mãe que foi desprezado; o desprezo, a raiva mantém o vínculo. O respeito libera a ambos.

Num relacionamento de casal, um dos parceiros parece não estar disponível, está ausente, parece indiferente, deprimido. Sua energia pode estar ligada a um luto não elaborado na sua família de origem.

Pais que adotam crianças precisam ter um profundo respeito aos pais biológicos e não terem a pretensão de serem melhores do que eles. Caso contrário a criança ficará presa a lealdade aos seus pais biológicos e não conseguirá se abrir para receber o amor dos pais adotivos.

Durante a realização de uma Constelação este emaranhamento é revelado, a pessoa excluída é reconhecida e respeitada e o amor poderá ser expresso de forma que cura e liberta.


Autora: Vera Cyrineu é Pedagoga, com especialização em Psicopedagogia, Constelações Familiares Sistêmicas, Terapia Corporal, Transdisciplinaridade em Saúde, Educação e Liderança, Reiki.


Saiba mais sobre nossa atividade de CONSTELAÇÔES FAMILIARES