1 mar

A Arte Marcial como uma alternativa frente ao estresse

artes marciais

 

Sempre me é perguntado: é possível através de um estilo de arte marcial encontrar uma alternativa de saúde frente ao estresse?

Penso que esta pergunta vem de encontro com o que a grande maioria das pessoas pensa sobre as artes marciais, ou seja, as artes marciais, devido a seus treinamento austeros, distressam!

Bem, para responder a essa pergunta faz se necessário esclarecer que existe o estresse positivo (eustresse), aquele que estimula a pessoa a lidar com determinadas situações, se superando e assim atingindo objetivos traçados, enquanto que o estresse negativo (distresse) acovarda o individuo e faz com que esse fuja das situações difíceis e ainda intimida-se diante de problemas.

As artes marciais ajudam a canalizar as tensões, aumenta autoestima, dessa maneira ajuda a equilibrar as emoções frente a qualquer tipo de problema.

A prática regular e o contato com pessoas de diferentes propósitos dentro do “dojo’ (local para a prática do caminho) amadurece o indivíduo, que aprende a conviver com as diferenças e a combater o estresse.

Combate o estresse por não estimular (ou mesmo conter) a violência, acalmar o espírito (e consequentemente o corpo), cuja rotina está em harmonizar-se com os princípios da natureza, onde a lei é a de menor tensão possível, de forma a executar graciosamente seu movimento acompanhado de uma respiração cadenciada, facilitando a responder com racionalidade aos problemas.

Não podemos considerar que a prática das artes marciais seja remédio para cura de todo os males, no entanto, praticar artes marciais leva as pessoas a viver melhor a vida.

Pessoas que tem espírito perturbado, “olham, mas não veem; escutam, mas não ouvem; e comem, mas não saboreiam”

-Confúcio


Autor: Ms. Claudio Ribeiro é Terapeuta holístico, Educador físico, filósofo, psicopedagogo, mestre em artes marciais


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1 dez

BUSHIDO – Caminho do guerreiro

bushido

 

Na verdade, muitas pessoas por desconhecerem as Artes de Guerra (Budo), as discriminam, e muitas vezes com razão, pois hora outra vemos nos jornais praticantes envolvidos em brigas e fazendo mau uso do que lhe foi ensinado.

Bushido se traduz da seguinte maneira, “Caminho ético do guerreiro”, no caso o guerreiro é o samurai, que do japonês significa, aquele que serve.

O código de conduta “Bushido” escrito no inicio do século 20, foi baseado no budismo, xintoísmo e no confucionismo. O budismo fornece então a calma, a confiança, a compostura diante o perigo, o zen-budismo a preocupação com a alma. O xintoísmo enfoca o código moral, a lealdade ao soberano, reverência aos ancestrais e piedade com os filhos. O confucionismo oferece a principal fonte dos ensinamentos éticos e morais que são vividos até hoje como guias de conduta para uma sociedade melhor.

O que tornou os samurais os guerreiros mais famosos da história não foi o fato de serem os grandes defensores do Japão feudal, mas o fato de seguirem um código de honra na época não escrito, conhecido como Bushido cujos preceitos são:

– Retidão/Justiça, Coragem, Benevolência, Polidez, Veracidade/sinceridade, Honra, Dever/Lealdade.

Podemos aqui ressaltar que o praticante de qualquer arte marcial tem como princípio seguir uma conduta de bondade, sabedoria, autocontrole. A mentira e a falsidade não são encaradas como “pecado” mas como sinal de fraqueza de caráter, o que é uma desonra para o guerreiro e todo praticante que segue um caminho. Oss!

Referência:

Revista “A história dos Samurais” arte editora, ano I nº 6 – ano 2003.


Autor: Ms. Claudio Ribeiro é Terapeuta holístico, Educador físico, filósofo, psicopedagogo, mestre em artes marciais


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