12 dez

Quem são nossos inimigos…

inimigos

 

Muito se fala e se escreve sobre autoconhecimento, muitos são os mestres e gurus que em suas interpretações falam da realidade, às vezes mais confundem que ajudam.

Sabemos que somos um conglomerado de virtudes  e de defeitos, ainda que muitos desses defeitos sejam ignorados. Na verdade podemos afirmar que as virtudes são inerentes a nós mesmos, o modelo de mundo que nos rodeia está infectado pelas neuroses que se somam as já existentes em nossa composição psicológica.

Quando não percebemos nossas neuroses é por que às enfrentamos com valentia, nessa procura pelos caminhos que nos conduzirão as muitas metas.

Desse entendimento, muitos acabam em buscar nas suas vidas as artes, política, ciência e aqueles que buscam a meditação.  Contudo, poucos são os que atingem o alvo almejado, e estão sempre a perguntar, como caminhar, como ser vitorioso nesta busca?

Dentro das artes marciais, os mestres que nos transmitem a história dessa disciplina, através de mitos e lendas, frisam que são duas as exigências fundamentais para o caminhante:

  • Suprema inspiração e vontade ( inclui auto sacrifício). Comunica-nos com os planos das essências, com esse mundo de ideias que Platão delineia magistralmente, com essa dimensão dos pensamentos imortais de que nos falam os mestres da Ásia e do Oriente. É o sentimento da alma embelezada, que olha para o alto a fim de estudar as desconhecidas esferas de sabedoria e de verdade.
  • Se ligar a um mestre verdadeiro que represente uma linhagem verdadeira e que não tenha sofrido quebras através do tempo. No que se refere a se engajar no caminho da libertação e da onisciência, todo o ser, inclusive nós mesmos, mostra um talento particular em descobrir falsos caminhos, como cegos perdidos sem amigos no meio de uma estepe deserta. Na verdade é necessário recorrer a um amigo espiritual, o verdadeiro guia que conduz ao despertar e a onisciência. Este guia espiritual é denominado comumente como “Guru” palavra que em sânscrito quer dizer Virtuoso. No Japão chama-se Sensei, na China Shifú, na Coréia Kwanjanin. Ainda que as palavras sejam diferentes o significado é o mesmo. O mestre não deve ser um objeto, um mero ídolo, deve ser um mestre qualificado, dedicado ao seu discípulo profundamente, tem que ter um registro provando seu discipulado com um mestre vivo. Tem que continuar a ver este mestre (se tiver vivo) como nós vemos nosso guru e continuar emulando seu exemplo. Quando desenvolvemos uma real relação Mestre/discípulo somos inspirados e desenvolvemos nosso mestre interior. Mestre interior/mestre exterior torna- se um, frequentemente em algum nível sabemos o que devemos fazer, mas não escutamos o que aquela voz interna suave está nos dizendo. Isto significa que a influencia do nosso mestre exterior não está completamente estabelecida.

Referência: O espírito das artes marciais S.P. 2010. Prof. Roque Henrique Severino.


Autor: Ms. Claudio Ribeiro é Terapeuta holístico, Educador físico, filósofo, psicopedagogo, mestre em artes marciais


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