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Meditar é Preciso…

med

 

Quando falamos, escutamos a palavra meditação logo vem a imagem de um monge compenetrado sentado em uma posição estática buscando a iluminação.

O dicionário define o termo meditar como, “entrar em contemplação ou reflexão”. Esta é uma descrição precisa de uma das modernas formas que a meditação pode tomar.

Vai além do método místico que consiste em buscar o êxtase da união com o divino como único objetivo. Transcende a meta de muitos métodos modernos de meditação que põem ênfase na “paz da mente”, obtida ao separá-la de todas as funções normais, induzindo, em geral a uma sensação de paralisia mental mais do que de paz. A mente então seria incapaz de registrar, interpretar e aplicar, palavras essenciais para a melhor definição de meditação.

A palavra meditação, deriva do latim e tem como significado “ponderar, pensar sobre”. Quem medita disciplina a mente, melhora a autoestima, a criatividade, a concentração, percepção, controla a ansiedade e mantem o equilíbrio emocional.

Muitos foram os pesquisadores (Universidade de Harvard) que concluíram que com a pratica da meditação diminuem se a frequência cardíaca e respiratória, o consumo de oxigênio em 20%, queda do nível de lactato no sangue (o qual aumenta em situação de estresse e fadiga).

Meditação é um estado de consciência pura, sem conteúdo. É um estado de não mente. A mente tenta sempre perpetuar a si mesma com uma regra natural de sobrevivência.

A meditação exige um cessar do contínuo tráfego de pensamento da mente e uma desidentificação com a mesma. Na meditação tomamos consciência de que não somos a mente, na medida que isso se aproxima mais e mais, lentamente chegamos ao ponto onde tudo cessa.

Momento de tranquilidade e silêncio absoluto. De acordo com os místicos, nesse estado meditativo percebemos quem somos em nossa essência e entendemos o mistério dessa nossa existência.

Meditação não é pensar, nem concentrar. Na concentração e no ato de pensar, existe uma dualidade, aquele que pensa ou concentra, e o objeto da atenção ou o foco da concentração.

Na meditação todas as dualidades cessam, não há mais divisão entre o interior e exterior. Pensar e concentrar pertence a dualidade e exige com isso um esforço que pode levar a exaustão.

A meditação é um estado de consciência não dual, é um processo de profundo relaxamento, um abandonar-se por completo em nosso próprio ser, que na essência é parte do todo.

Atualmente, existem mais de três mil técnicas de meditação. Segue para o leitor deste artigo o ZAZEN, método adotado pelos monges zen budistas, adaptado para os ocidentais.
1-Procure um lugar limpo e com pouca luz.
2-Sente-se com a coluna ereta, cruze as pernas, uma as mãos em forma de concha e deixe-as caídas sobre o colo, ou ainda simplesmente deite. Leve sorriso para relaxar o rosto.
3-Mantenha olhos semiabertos mirando 45 graus sem fixar olhar em imagem alguma.
4-Coloque a língua no céu da boca inclinando o queixo levemente para frente.
5-Sinta a barriga cheia de ar e expire. Para não dispersar a mente conte de 1 a 10 e de 10 a 1, selecione um despertador para tocar após 5 minutos, desligue o aparelho e fique na posição pelo tempo que desejar.

Os benefícios comprovados são muitos, não demorem em começar a pratica da meditação, vá busque um lugar ou mesmo discipline-se para praticar pelo menos 5 minutos diariamente.

Fonte:
Revista zen. Editora JBC. Ano 1 – nº 1
L. Cançado, Juracy Campos. Ed. Ground. 2º edição. Do jardim do Eden – era de aquarius- RJ – 1974 .


Autor: Ms. Claudio Ribeiro é Terapeuta holístico, Educador físico, filósofo, psicopedagogo, mestre em artes marciais


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