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Meditação altera cérebro e reduz estresse e inflamação

 

Uma pesquisa recente mostrou que a meditação pode mudar o cérebro de pessoas comuns e potencialmente melhorar a sua saúde, além de reduzir o estresse

O estudo foi publicado agora em julho de 2016 na Biological Psychiatry Journal, pelo pesquisador J. David Creswell e seus colaboradores do Departamento of Psicologia e Centro de Bases Neurais e Cognição da Universidade Carnegie Mellon, Pittsburgh, Pennsylvania.

Os pesquisadores levantaram que alguns experimentos anteriores sobre meditação apresentavam uma dificuldade metodológica devido ao efeito placebo.

Assim, neste experimento foram recrutados 35 homens e mulheres desempregados que estavam a procura de trabalho e apresentavam estresse considerável. Foram coletadas amostras de sangue e feitas varreduras de imagem no cérebro.

Para o grupo experimental foi ensinada um tipo específico de meditação, a mindfullnes, e para o outro grupo, o grupo controle, foi ensinada uma falsa meditação em que apenas oferecia relaxamento e distração das preocupações e estresse.

Ao final de 3 dias os integrantes dos 2 grupos relataram sentirem-se revigorados e capazes de suportar o estresse do desemprego. Contudo, o scaneamento cerebral mostrou diferenças naqueles que treinaram a modalidade de meditação autêntica. Nesses, havia mais atividade nos setores de seus cérebros que processam reações relacionadas com o estresse e outras áreas relacionadas com o foco e calma.

O mais interessante é que quatro meses depois, os integrantes do grupo que treinaram meditação apresentavam níveis muito mais baixos no sangue de um marcador de inflamação.

Os pesquisadores supõem que as mudanças do cérebro construiram para a subsequente redução na inflamação, mas ainda não sabem precisamente como isso acontece.

Fonte: http://www.biologicalpsychiatryjournal.com/article/S0006-3223(16)00079-2/abstract

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