5 set

Aperfeiçoe-se constantemente e tenha mais Vitalidade com o Yôga [Yoga – Prática da Semana #01]

Já estamos no início de setembro, e gostaria de lhe convidar para vir praticar Yôga conosco.

A cada semana trabalhamos aspectos diferentes que com o tempo vão se complementando para desenvolver você como um todo.

Nesta semana vamos trabalhar o Bhastriká, uma técnica respiratória poderosa que #hiperventila os pulmões, oxigenando mais o sangue, ajudando a elevar o Ph sanguíneo e nos dando mais saúde, disposição e vitalidade.

Vamos também iniciar o trabalho, que vai percorrer todo o mês, com o fator do Aprimoramento Contínuo, uma atitude interior poderosa que visa você aprender a manter-se no estado de aperfeiçoamento constante em todos os aspectos da sua vida.

E tem muito mais, que só vindo praticar para você sentir e vivenciar. Vamos trabalhar, coordenação, memória, consciência corporal, sensibilidade corporal artística, integridade, sem contar os aspectos mais energéticos e sutis.

Lembre-se que o Yoga não é uma ginástica, é uma filosofia de vida com disciplina física e mental que trabalha a individualidade de cada aluno com o foco de reduzir as tensões da vida diária.

As permanências nas posições, que são os ásanas, nos ajuda na concentração, na meditação, a perceber e educar a respiração, a ter mais foco, energia, agilidade e força.

Yoga é biológico, não agride e nem cansa os músculos, ligamentos ou vértebras. Contém também técnicas de relaxamento, respirações, concentração, mentalizações, meditação e por ai vai.


30 ago

Você se incomoda em meditar por 5 ou 10 minutos? Conheça então os vídeos Sitting and Smiling feitos por Benjamin Bennett

Canal do Benjamin Bennett:
Site entrevistando Benjamin Bennett:

Quero lhe apresentar um pessoa curiosa.

Antes disso te pergunto: Por quanto tempo você costuma meditar? Pelos populares 20 minutos? Ou 10 ou 5 minutos já é muito tempo para você? Ou você ainda não tem nem o hábito de meditar?

Você também não toma banho e nem escova os dentes?

Pois bem, pelo menos não é assim para Benjamin Bennett, tem tem postado em sem canal do YouTube os vídeos Sitting and Smiling, ou traduzido, Sentando e Sorrindo.

Em seus videos, esse rapaz senta-se, alinha-se e de repente solta um grande sorriso olhando para a câmera, e assim fica por, ACREDITEM, 4 horas. Isso mesmo nobre reclamador de 5 minutos de meditação, o Benjamin Bennett permanece 4 horas seguidas, ininterruptas, olhando e sorrindo para a câmera.

Agora sua mente preguiçosa, orgulhosa e crítica vem questionar: É montagem! Pior que não é, ele transmite essa sessão de 4 horas ao vivo, em Live Stream, para não restar questionamentos.

Esse rapaz está dando um exemplo de auto-superação. Teve um episódio que uma mosca sentou-se em sua testa, e ele permaneceu imóvel, sorrindo!

Noutra ocasião, ele estava com muita vontade de urinar, e fez ali mesmo, sentado e sorrindo.

Ta certo, isso foi exagero e nojento, mas concorda que não é qualquer um que tem peito para fazer isso, ainda mais ao vivo?

Houve também uma vez seu cômodo foi invadido um por homem, e o Bennett permaneceu lá, sentado e sorrindo, e o cara simplesmente foi embora.

Segundo alguns sites, o propósito de Bennett com esses vídeos é algo mais performático, chamado de arte duracional , que é mais sobre a resistência do artista do que o conteúdo da própria peça. Contudo, quando entrevistado de por que ele começou a fazer isso ele respondeu:

“Eu não sei. Parecia algo que a internet estava faltando. Parecia que precisava ser feito, e ninguém mais estava fazendo.”

Na descrição deste vídeo, e no nosso site, terá um link para uma entrevista que fizeram com o Benjamin Bennett

Em todo caso, independente do propósito dele, podemos dizer que essa técnica que ele utiliza é uma técnica meditativa, e que para algumas pessoas pode vir a ser poderosa.

Claro que talvez não sejam necessárias essas 4 horas, mas espero que o exemplo do Benjamin Bennett sirva de inspiração para você aprimorar sua prática meditativa.

É isso, um grande abraço

 


4 ago

Meditação altera cérebro e reduz estresse e inflamação

 

Uma pesquisa recente mostrou que a meditação pode mudar o cérebro de pessoas comuns e potencialmente melhorar a sua saúde, além de reduzir o estresse

O estudo foi publicado agora em julho de 2016 na Biological Psychiatry Journal, pelo pesquisador J. David Creswell e seus colaboradores do Departamento of Psicologia e Centro de Bases Neurais e Cognição da Universidade Carnegie Mellon, Pittsburgh, Pennsylvania.

Os pesquisadores levantaram que alguns experimentos anteriores sobre meditação apresentavam uma dificuldade metodológica devido ao efeito placebo.

Assim, neste experimento foram recrutados 35 homens e mulheres desempregados que estavam a procura de trabalho e apresentavam estresse considerável. Foram coletadas amostras de sangue e feitas varreduras de imagem no cérebro.

Para o grupo experimental foi ensinada um tipo específico de meditação, a mindfullnes, e para o outro grupo, o grupo controle, foi ensinada uma falsa meditação em que apenas oferecia relaxamento e distração das preocupações e estresse.

Ao final de 3 dias os integrantes dos 2 grupos relataram sentirem-se revigorados e capazes de suportar o estresse do desemprego. Contudo, o scaneamento cerebral mostrou diferenças naqueles que treinaram a modalidade de meditação autêntica. Nesses, havia mais atividade nos setores de seus cérebros que processam reações relacionadas com o estresse e outras áreas relacionadas com o foco e calma.

O mais interessante é que quatro meses depois, os integrantes do grupo que treinaram meditação apresentavam níveis muito mais baixos no sangue de um marcador de inflamação.

Os pesquisadores supõem que as mudanças do cérebro construiram para a subsequente redução na inflamação, mas ainda não sabem precisamente como isso acontece.

Fonte: http://www.biologicalpsychiatryjournal.com/article/S0006-3223(16)00079-2/abstract


1 ago

NAMASTÊ: seu significado é mais simples do que costumam dizer [Yoga – Conceitos]

 

Provavelmente você já ouviu várias vezes por ai algumas pessoas falando “Namastê”, e muitas delas unindo as palmas das mãos na frente do peito.

Os mais desinformados até confundem com algo religioso por parecer um pouco com o Amém dito pelos cristão, mas tem um significado e aplicação bem diferentes.

Mas afinal, o que significa essa palavra que virou modismo em vários círculos?

Se você dar uma pesquisada rápida, você vai encontrar uma definição bem bonita e profunda do seu significado:

A ESSÊNCIA DIVINA QUE ESTÁ DENTRO DE MIM REVERENCIA A ESSÊNCIA DIVINA QUE HABITA EM VOCÊ

ou então

O QUE EXISTE DE MELHOR EM MIM SAÚDA O QUE EXISTE DE MELHOR EM VOCÊ

É bonito. É poético. Chega a ser algo bem espiritual até.

Contudo, apesar dessas versões serem muito veiculadas hoje, especialmente por essa sua estética poética e pelo modismo que dela brotou, o real significado da palavra Namastê é bem mais simples.

ORIGEM E PREDOMINÂNCIA
A palavra Namastê trata-se de um cumprimento ou saudação que procura transmitir um grande sentimento de respeito. Ela é falada com mais frequência no Sul da Ásia, especialmente na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas.

A origem do namastê é muito remota. É uma palavra oriunda do idioma sânscrito, uma língua ancestral da Índia. É uma língua morta, assim como o latim. O sânscrito é considerado uma língua sagrada dentro do hinduísmo. Os linguistas consideram o sânscrito um idioma perfeito e completo do ponto de vista gramatical.

Namastê é também a primeira palavra em um antigo mantra vêdico para Shiva, chamado Sri Rudram, e que aparece no Rig Veda, o livro mais antigo da Humanidade, que trata extensamente da vida e do Yoga. Na descrição deste vídeo ou no nosso blog você encontra a transcrição desse mantra, bem como a sua tradução.

Segue a transcrição do mantra Sri Rudram:

NamasteastuBhavagānViśveśvarāya
MahadevāyaTryambakāya
TripurantakāyaTrikālagnikālāya
KālāgnirudrāyaNīlakaṇṭhāya
MṛtyuñjayāyaSarveśvarāya
SadaśivāyaŚrīmanmahadevāyanamaḥ.

E a tradução do mantra se diz:

“Minha saudação a você, Senhor, Mestre do Universo, Grande Senhor, dotado de três olhos, Destruidor de Tripura, Destruidor do fogo Trikala e do fogo da morte, Aquele de Garganta Azul, o Vitorioso sobre a Morte, o Senhor de Tudo, o Sempre-Auspicioso, o Glorioso Senhor de todas as Deidades”.

FORMAS DE USO
Os hindus usam o Namastê de formas variadas:

  • saudação,
  • despedida,
  • para agradecer e pedir,
  • para demonstrar respeito
  • em funerais (neste caso não o pronunciam, apenas fazem o gesto)

Geralmente a pronuncia do Namastê é acompanhada pelo gesto de juntar as palmas das mãos, colocando-as no centro do peito (Prônan Mudra ou Añjali Mudrá) e com uma ligeira inclinação do troco para frente. Para indicar profundo respeito, pode-se colocar as mãos em frente a testa, e no caso de reverência a uma divindade ou santidade, coloca-se a mão completamente acima da cabeça.

Namastê é também usado como um cumprimento na comunicação escrita.

Muitos praticantes de Yoga utilizam com frequência a palavra Namastê, geralmente como uma despedida no final da aula. Mas isso pode mudar de escola para escola, como é o caso da nossa.

SIGNIFICADO
Namastê é uma palavra composta. O termo “namas” significa saudação ou reverência e etimologicamente vem do “nam”, que quer dizer prostrar ou inclinar. O sufixo “te” é um pronome pessoal que significa “a você” ou “a ti”. Então, se juntarmos os significados, descobrimos que namastê quer dizer algo como “saudações a você” (“eu o saúdo”) ou “reverência a ti” (“eu o reverencio”).

Na descrição desse vídeo e em algum lugar aqui na tela tem um link para um vídeo curto do Fabrício Almeida, professor de Vedanta e Sânscrito, esclarecendo em mais detalhes sobre a composição da palavra Namastê.

https://www.youtube.com/watch?v=OCwsnLMpOBw

O MODISMO POÉTICO DO NAMASTÊ
Como muita coisa do oriente que vem aqui para ocidente, acabamos misturando com coisas que inventamos ou com outras que apesar de serem parecidas, tem uma base e contexto histórico muito diferente. E quando você começa a pesquisar, descobre que muito do que se falava não estava lá nas referências históricas.

Este é o caso da palavra Namastê, que nas últimas décadas sofreu uma deturpação do significado original.

A moda é atribuir seu significado a algo parecido como: “o Deus que habita no meu coração saúda o Deus que habita no seu coração”.

Esse gesto expressa um grande sentimento de respeito, invoca a percepção de que todos indivíduos compartilham da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo, portanto o termo e a ação possuem uma força pacificadora muito intensa.

Na verdade, essa expressão é apenas um trecho, pois o original é:

“O Deus que habita no meu coração, saúda o Deus que habita no seu coração. Mais radiante do que o Sol. Mais puro que a neve. Mais sutil que o éter. Esse é o Ser, o Espírito Supremo de Deus, conhecido como Paramatma, a diminuta partícula divina, que está dentro do coração de cada um de nós. Esse Ser está em mim, esse Ser está você. Está em você, e está em tudo. Grandiosa também é a alma, o ser que também habita o coração ao lado do Ser Supremo.”

Grandão né! Pensa chegar em alguém e o cumprimentar com tudo isso. Ou a pessoa sai correndo ou te transforma em um mestre espiritual, rs. Em todo caso, esse é o texto original de onde surgiu essa explicação ocidentalizada e poética do significado da palavra Namastê. É incerto a sua fonte ou autor. Alguns atribuem que faz parte do Bhagavad-Gita, uma escritura antiga hindu que compõem a epopeia Maha Bhárata, mas pelo menos na tradução que tenho não encontrei esse trecho.

OUTRO SIGNIFICADO E OUTRA PALAVRA
Alguns também explicam que o termo “nama” pode ser interpretado como “nada é meu”, o que significa que meu ego está reduzido a nada, conotando uma atitude de humildade diante do outro.

É comum também na Índia utilizar a palavra Namaskara ou Namaskar no lugar de Namastê, mas neste caso em ocasiões mais formais.

CONSTATAÇÃO DE QUEM VIAJA A ÍNDIA
Quem viaja a Índia, costuma constatar in loco a simplicidade como é utilizada a palavra Namastê. É como um “olá” ou um “bom dia” utilizado com bastante frequência pelo indiano comum.

No mês passado nossa amiga Luciana Farias  esteve algumas semanas na Índia, e ela mesma se surpreendeu com essa particularidade da palavra Namastê. Ela constatou que o indiano comum a utiliza com uma simples saudação respeitosa, e quando a Luciana comentava o que ela tinha aprendido aqui no Brasil o que significava essa palavra, os indianos se espantavam e diziam que não tinha nada a ver.

Assim como ela, outras pessoas que conheço também relataram a mesma experiência.

Claro que na Índia, assim como tem uma espiritualizada abundante, também há um oportunismo e capitalismo exploradores, então não e difícil hoje ver que alguns lugares de lá que são mais visados turisticamente adotarem essa perspectiva ocidental do termo Namastê apenas para agradarem a clientela.

É isso pessoal, Namastê!